AULA GRATUITA: quinta | 03 de setembro | 19h30 às 20h BRT
Minicurso + oficina de escrita
com Dirceu Villa
Quintas | 19h30 às 21h30 BRT | 17/09, 24/09, 01/10 e 08/10
Aulas ao vivo via Zoom
Certificado de conclusão
Gravações disponíveis por 90 dias após o término do curso
Desconto especial para ex-alunas/os do Astrolabio, estudantes e pessoas acima de 65 anos. Mais informações:
contato@centroculturalastrolabio.com
Formas de pagamento: pix, boleto e cartão de crédito (nacional e internacional) em até 5 vezes sem juros
R$520,00
Com Dirceu Villa: autor de 7 livros de poesia, como ciência nova (2022). Traduziu Joseph Conrad, Ezra Pound, Mairéad Byrne e Jean Cocteau. Mestre em poesia moderna, doutor em Renascimento e pós-doutorado em literatura brasileira. Foi professor de literatura inglesa na UNIFESP e de tradução de poesia na Casa Guilherme de Almeida.
Em quatro encontros, você vai descobrir o que são voz e estilo na escrita, para além do aspecto superficial de uma identidade de texto. Vamos explorar como essa voz específica e ficcional se constitui para flagrar a singularidade de quem escreve, como também veremos que pode ser muitas vozes, criando efeitos dramáticos, teatrais a partir da elocução, ou da parte da escrita que qualifica, em linguagem, aquela voz.
Assim como o poeta francês Arthur Rimbaud certa vez escreveu que “Eu é um outro”, vamos examinar esse outro que é, como diria Jorge Luís Borges, o mesmo, e a hipótese da persona. Vamos ver as definições históricas de estilo e buscar, em muitos exemplos de vários lugares e tempos na História, como isso se produziu e para que efeitos, o que oferece uma leitura mais complexa de poesia e material variado para a própria criação.
O curso terá uma parte expositiva e uma parte prática (não obrigatória), para testar o que a disciplina de uma voz textual nos ensina sobre estilo. Todos os textos estrangeiros serão apresentados em tradução para o português.
PROGRAMA DAS AULAS
Primeira aula: A voz poética como um outro que é o mesmo. Como Arthur Rimbaud e Jorge Luis Borges apresentam a questão. A fides latina ou o pacto com o público leitor para os efeitos de uma voz específica. A origem dramatúrgica do conceito de persona. Como ser pessoal sem ser confessional: o uso da imaginação e da ênfase fictiva. Exemplos. Exercício para observar o uso de modalidades possíveis da voz.
Segunda aula: A voz moderna: a poesia como fuga da pessoalidade, de T. S. Eliot. O correlato objetivo da emoção, aspectos técnicos da voz ficta. A ética da escrita, com Marina Tsvetáieva; Ezra Pound e sua reinvenção de persona; Fernando Pessoa e seus singularíssimos heterônimos.
Terceira aula: Definição de estilo: o estilo é a pessoa, como propôs o conde de Buffon? Rémy de Gourmont e o Problema do Estilo, para pensarmos em como estilo significa um cultivo de efeitos; exame das cinco partes da retórica, e como serviu à composição letrada desde a antiguidade até o século XVIII, no Ocidente; estilo no Tratado da Vida Elegante, de Honoré de Balzac. Questões de estilo na sprezzatura italiana, segundo Baldassare Castiglione. Exemplos. Exercício: escrever em dois estilos diferentes.
Quarta aula: Estilo pessoal e poesia: o que significa a ligação entre a ideia de voz e a do estilo? O que é ter uma voz distinta ou reconhecível? Vamos considerar contemporaneamente o caso exemplar de David Bowie. Como ter recepção pública para seus textos, ou não ter, influencia a escrita: Carlos Drummond de Andrade. Edgar Wind e as diferenças entre um mundo em que a arte encontrava o interesse do mecenato e outro em que a/o artista é deixada/o livre para fazer algo que tem pouco efeito em seu público. Rainer Maria Rilke e as Cartas a um Jovem Poeta. Poesia contemporânea brasileira.




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