Aulão com Carlos Castelo
Segunda | 19h30 às 22h BRT | 30 de novembro
Aulas ao vivo via Zoom
Certificado de conclusão
Gravações disponíveis por 90 dias após o término do curso
Desconto especial para ex-alunas/os do Astrolabio, estudantes e pessoas acima de 65 anos. Mais informações:
contato@centroculturalastrolabio.com
Formas de pagamento: pix, boleto e cartão de crédito (nacional e internacional)
R$220,00
Com Marcus Pinheiro: professor de filosofia da UFF, com mestrado e doutorado pela PUC-Rio. Tem pesquisas em filosofias e religiões vinculadas à Grécia antiga e ao Helenismo romano. Organizou diversos livros sobre história da mística, em especial A Mística e os Místicos, pela editora Vozes.
Neste aulão vamos investigar a experiência mística na tragédia As Bacantes, de Eurípides, articulando a vivência do dionisismo com a categoria de “mística selvagem” elaborada pelo filósofo Michel Hulin. Também vamos explorar o modo como a devoção a Baco tensiona as fronteiras entre o civilizado e o selvagem, afastando-se das místicas contemplativas e silenciosas para afirmar um êxtase móvel, ruidoso e profundamente comunitário.
Através da análise de conceitos rituais centrais como o bakcheuein (a comunhão e possessão divina), o thíasos (o cortejo ritual), a oreibasia (a corrida pelas montanhas) e os ritos viscerais de sparagmós (despedaçamento) e omophagia (ingestão de carne crua), vamos demonstrar como o dionisismo se conecta aos quatro pilares de Hulin — espontaneidade, irrupção contra o civilizado, afirmação da imanência e co-pertencimento —, ao mesmo tempo em que expande essa teoria ao revelar uma dimensão carnal, crua e coletiva do sagrado.







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