Aulão com Dirceu Villa
Quarta | 19h às 22h BRT | 09 de dezembro
Aulas ao vivo via Zoom
Certificado de conclusão
Gravações disponíveis por 90 dias após o término do curso
Desconto especial para ex-alunas/os do Astrolabio, estudantes e pessoas acima de 65 anos. Mais informações:
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Com Dirceu Villa: autor de oito livros de poesia, como ciência nova (2022) e Karamuru vorax (2026). Traduziu Joseph Conrad, Ezra Pound, Mairéad Byrne e Jean Cocteau. Mestre em poesia moderna, doutor em Renascimento e pós-doutorado em literatura brasileira. Foi professor de literatura inglesa na UNIFESP e de tradução de poesia na Casa Guilherme de Almeida.
Hamlet: o enigma que atravessa os séculos
Talvez nenhuma peça do teatro ocidental tenha gerado tantas leituras — e tantos mal-entendidos — quanto A Tragédia de Hamlet, Príncipe da Dinamarca (c. 1602), de William Shakespeare (1564-1616). Neste aulão, vamos mergulhar no texto shakespeariano para recuperar suas camadas de sentido: da retórica clássica à tradição dramática que o formou, dos palcos elisabetanos e jacobinos aos ecos que a peça ainda produz em nossa própria época.
Presente no repertório cênico mundial como símbolo máximo de excelência teatral, Hamlet inspirou incontáveis adaptações — no cinema, nos quadrinhos, na música, na dança — e já foi traduzido para mais de 75 línguas. É também uma obra frequentemente mal compreendida: sua meditação sobre nobreza e poder já foi lida, equivocadamente, como sinal de uma suposta preferência inglesa pela corte em detrimento do povo. Sua melancolia costuma ser reduzida a uma leitura anacrônica de depressão; sua loucura, tomada apenas em sentido literal, conforme os critérios modernos do termo; e seus trocadilhos eróticos — tantas vezes ignorados ou esvaziados — acabam relegados a meros jogos de linguagem.
Neste encontro único, vamos costurar todos esses fios numa leitura articulada e rigorosa. Resgatando o método de composição da época e comparando Hamlet a outras peças shakespearianas de temas próximos, vamos compreender o que o autor pretendia com seu verso preciso, sua arquitetura dramática impecável e seus significados codificados — retórica e até magicamente. Ao final, vamos ver como Shakespeare, com sua genialidade poética, ousou desafiar o próprio poder.
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