Clube de leitura
📅 duas opções de horário:
quarta | 09/12 | 19h30 às 21h BRT
sábado | 12/12 | 10h30 às 12h BRT
Encontros ao vivo via Zoom
Mais informações: contato@centroculturalastrolabio.com
R$35,00 – R$95,00Faixa de preço: R$35,00 através R$95,00
Mediação: MARIA CAROLINA CASATI é mulher negra, professora, escritora e doutora em ciências pela EACH-USP, no Programa de Pós-Graduação em Mudança Social e Participação Política. Curadora e medEiadora de leitura, é idealizadora do @encruzilinhas, uma plataforma que reúne leitura, debate e difusão de textos sobre negritude, gênero, feminismos e militância produzidos por mulheres negras e do Sul global.
CLUBE LER O SUL GLOBAL: Um clube de leitura dedicado a celebrar e amplificar as vozes do chamado sul global — livros escritos a partir da América Latina, África, Ásia e Caribe. Neste espaço de troca, reflexão e aprendizado coletivo por meio da literatura, valorizamos narrativas que desafiam estereótipos e revelam múltiplas perspectivas sobre o mundo. Aqui vamos ler com empatia, dialogar com respeito e construir pontes entre experiências diversas, sempre guiadas pela força das palavras e pelo olhar transformador de escritoras e escritores que tratam de temas como insólito, deslocamento, identidades e existência pela palavra.
Livro de dezembro: O escravo, de Carolina Maria de Jesus (Brasil, 2023)
Carolina Maria de Jesus deixou mais de 100 cadernos quando ancestralizou. Quarto de Despejo é, sem dúvida, um marco da literatura brasileira — mas é apenas a porta de entrada para uma obra muito mais vasta: romances, poesias, sambas, cadernos autobiográficos, textos em gêneros variados que revelam a grandeza de uma das maiores escritoras deste país com uma vasta produção literária que ainda permanece amplamente desconhecida.
Em dezembro, vamos mergulhar em O Escravo – um de seus romances inéditos, escrito na década de 1950 e publicado pela Companhia das Letras em 2023.
Vamos descobrir a verve ficcionista da autora de Casa de Alvenaria através da história dos primos Rosa e Renato — apaixonados, mas separados pelos caminhos que a pressão da família abastada do rapaz impõe a ambos. Um romance como um gesto de invenção formal que subverte o olhar colonial que insiste em reduzir a autora a um estereótipo — e a conecta a uma linhagem afroancestral que vai do abolicionismo de Maria Firmina dos Reis às poetas de slam contemporâneas. Uma oportunidade rara de reencontrar Carolina para além do que já conhecemos — e descobrir a escritora múltipla que ela sempre foi.







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