AULA ABERTA E GRATUITA: segunda | 30/03 das 19h30 às 20h BRT
Oficina de escrita
com Deise Abreu Pacheco
Segundas | 19h30 às 21h30 BRT| 06/04, 13/04, 20/04 e 27/04
Aulas ao vivo via Zoom
Certificado de conclusão
Gravações disponíveis por 90 dias após o término do curso
Desconto especial para ex-alunas/os do Astrolabio, estudantes e pessoas acima de 65 anos. Mais informações: contato@centroculturalastrolabio.com
Formas de pagamento: pix, boleto e cartão de crédito (nacional e internacional) em até 5 vezes sem juros
R$480,00
Com Deise Abreu Pacheco: autora de Assistir e ser assistida: via e limites de uma estética existencial. Um percurso por escritos de Søren Kierkegaard (Hucitec Ed., 2021) e Começando Albertina (nossa vida no armário nos anos 90) (Editacuja, 2023), entre outras publicações. Atua na fronteira entre literatura, filosofia e artes da cena. Atualmente realiza pesquisa de pós-doutorado em Letras na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). É graduada, mestre e doutora em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), com estágio doutoral em Filosofia no Søren Kierkegaard Research Centre, da Universidade de Copenhague.
O projeto CENA EM PROSA: a escrita como processo propõe práticas de escrita literária a partir da noção de cena — espaço de preparação e experimentação inspirado no conceito arcaico grego (skēnḗ: barraca ou tenda) — e de prosa, entendida como gênero literário e também como conversa, elemento central na condução das aulas.
Em um momento em que a noção de “escrita criativa” se dissemina ganhando as mais diversas perspectivas, nosso enfoque pretende afirmar a dimensão processual e formativa de uma escrita literária interessada na investigação daquilo que nos move a criar. Por meio de uma abordagem estética e pedagógica da ideia de cena, desenvolvemos exercícios associados à criação e à recepção de obras em prosa (romance, conto, crônica, novela, ensaio etc.).
As aulas adotam uma abordagem expositiva e dialógica, com o desenvolvimento de exercícios a partir de referências situacionais, estabelecendo um solo consistente e prazeroso, que estimule o processo de criação das/dos participantes.
Nesta edição do CENA EM PROSA, o diálogo é com o autor dinamarquês Søren Kierkegaard, que, em sua obra filosófica O conceito de angústia, publicada sob o pseudônimo Vigilius Haufniensis (O Vigilante de Copenhague), apresenta a angústia como parte essencial da experiência humana, ligada de forma inseparável à liberdade. Para Kierkegaard, “a angústia é a vertigem da liberdade”: um estado que nos coloca diante das possibilidades da existência, entre o que ainda não é e o que pode vir a ser. É nessa tensão intermediária, feita de ambiguidades e paradoxos, que a escrita encontra seu terreno fértil de criação.
Vamos partir dessa concepção filosófica como impulso para experimentação da escrita no campo de uma narratividade marcada pelo aventuroso, fantasioso, assustador e enigmático — como nos contos de fadas, mitos e fábulas, mas também nos sonhos, pesadelos e experiências da infância. Angústia e liberdade são compreendidas aqui enquanto um complexo temático fundamental para uma prática de escrita interessada em explorar “histórias do começo” — de todos os começos.
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